Tratamento da Obesidade - Cirurgia Bariátrica e Metabólica

O motivo de você estar lendo este site significa que você ou alguém que você conhece está cogitando a hipótese de submeter-se ao tratamento da obesidade. No Brasil estima-se que metade da população tenha sobrepeso ou algum grau obesidade.

 

Esta será uma das mais importantes decisões que você fará, decisão esta que não deve fazer antes de estudar todos os fatos.

 

Este site foi desenvolvido para oferecer um entendimento detalhado de todos os tratamentos para obesidade, das vantagens, desvantagens e riscos associados a doença e cirurgia da obesidade.

As informações aqui contidas são voltadas para dois tipos de pessoas: o primeiro é o paciente e o segundo inclui os membros da família, amigos e colaboradores do paciente que desempenharão um importante papel no sucesso definitivo do tratamento da obesidade.

 

Este material, tem por objetivo orientar todos os que sofrem com a obesidade - doença esta que afeta a qualidade de vida dos indivíduos. E por meio deste desejamos levar a você mais otimismo e a possibilidade de renovação.

Lembre-se de que as informações deste site não pretendem, em hipótese alguma,  substituir a opinião e conselhos de um médico qualificado. - Sua melhor fonte de informações é sem dúvida a de um especialista em cirurgia bariátrica.

 

Aqui você encontrará informações sobre a doença conhecida como obesidade e tratamento e pode ajudá-lo a tirar algumas dúvidas e entender melhor esta doença.

Para maiores informações, consulte seu médico.

Atenção: Nenhuma conduta deve ser tomada sem orientação médica

Ao ler este site, a equipe da Clínica Cirúrgica Chapecó, acredita que você está dando o primeiro passo para mudar sua vida.

O TRATAMENTO DA OBESIDADE deve estar sempre acompanhado de uma equipe multidisciplinar, essa equipe inclui médico clínico ou endocrinologista, médico especialista em cirurgia bariátrica, nutricionista, psicólogo, entre outros.

Vamos detalhar todas as etapas e procedimentos que podem ser realizados para além da perda de peso, conseguirmos manter um peso adequado e saudável por toda a vida.

Essas etapas passam por um processo que muitas vezes acompanham o paciente por toda a vida, como vamos ver a obesidade é uma DOENÇA INCURÁVEL, ou seja temos que manter um tratamento contínuo com reeducação alimentar e prática de exercícios físicos fundamentalmente.

A obesidade possui diversas formas de tratamento. As opções se relacionam diretamente com o grau de obesidade. Estes podem ser:

 - TRATAMENTO CLÍNICO -

 - TRATAMENTO ENDOSCÓPICO - 

 - TRATAMENTO CIRÚRGICO - 

O Tratamento da obesidade é sempre necessário e implica primeiramente em firme determinação tanto do paciente obeso como de seu médico. Já que a obesidade na maioria das vezes resulta do aumento na ingestão de calorias em relação às calorias gastas, é importante a instituição de dietas hipocalóricas (baixas calorias), ou seja, o total de calorias consumidas deverá ser inferior ao calculado para a necessidade calórica basal. De acordo com o instituto nacional de saúde dos Estados Unidos, mais de 90% de todas as pessoas, que participam de programas não cirúrgicos, recuperam seu peso dentro de um ano.

Pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) até 35 podem ser tratadas apenas pelos métodos tradicionais (dieta, exercícios, medicamentos e mudança de hábitos), desde que não tenham desenvolvido nenhuma co-morbidade, isto é, não possuam nenhuma doença que tenha sido provocada pela obesidade.

Para casos de obesidade leve, podemos contar com os procedimentos endoscópicos, menos invasivos que a cirurgia bariátrica.

 

Contudo, nos casos de Obesidade Mórbida e Super Obesidade estes métodos, isoladamente, já se mostraram pouco efetivos.

 

Para estes casos a Cirurgia da Obesidade é um tratamento comprovadamente eficaz na redução e manutenção do peso.

Obesidade - Introdução

 

A obesidade é considerada uma doença pela organização mundial de saúde (OMS) e pelo ministério da saúde por ser um forte fator de risco à saúde e favorecer doenças associadas.

 

A obesidade é uma das doenças mais freqüentes, sendo considerada um dos maiores problemas de saúde pública na atualidade. A sua incidência está aumentando em proporções assustadoras nos últimos anos, grande parte da população é atingida. Esta doença está presente em todas as classes sociais e em todas as idades, inclusive em crianças.

 

O tratamento cirúrgico da obesidade foi descrito há mais de 40 anos. Mas a cada dia, novas técnicas são descritas e aperfeiçoadas, visando melhorar os resultados e diminuir complicações. Ao longo deste manual, você descobrirá que não são todos os obesos que devem ser operados. E para que uma pessoa se submeta a cirurgia ela precisa passar por rígidos critérios de avaliação

 

A obesidade é consequência do acúmulo excessivo de gordura no organismo.

 

A obesidade é uma doença que depende de vários fatores para se desenvolver: a genética da pessoa, fatores culturais e étnicos, sua predisposição biológica, estilo de vida e hábitos alimentares.

 

Como a perda de peso é algo que requer muita força de vontade e disciplina, melhor do que combater, é prevenir a obesidade. E o cuidado começa já na infância.

 

Como determinar se uma pessoa é obesa? 

 

O método mais usado é através do índice de massa corpórea (IMC).

 

Através do IMC determinamos o grau de obesidade. Classificações:

 

O que é a obesidade?

 

A obesidade é o resultado do acúmulo excessivo de gordura que supera os padrões físicos e esqueléticos do corpo.

De acordo com o "National Institutes of Health (NIH)" - Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.

De acordo com a altura, temos um peso ideal mínimo e um peso ideal mínimo como podemos observar na tabela abaixo:

Mas qual é, afinal, a diferença entre "estar acima do peso" e "ser obeso" ?

A obesidade é um excesso de gordura na composição do corpo, mas só pode ser chamada assim quando mais de 20% da massa corporal total for constituída por gordura (30% no caso das mulheres).

 

Quem se encontra nessas condições, têm a saúde comprometida e corre o risco de contrair diversas doenças, como as cardiovasculares, vários tipos de câncer, diabetes e hipertensão, entre outras.

Causas da Obesidade 

 

As pessoas ganham peso por diferentes motivos:

· Ou porque se alimentam de forma desequilibrada e consomem mais calorias do que necessitam e do que gastam (por levarem uma vida sedentária);

· Ou porque o corpo metaboliza os alimentos de forma desequilibrada.

 

Há casos de obesos que comem pouco mas têm grande capacidade de armazenar energia em forma de gordura, bem como magros que comem muito, mas seu organismo gasta o que foi consumido com enorme rapidez.

 

O mau funcionamento de determinadas substâncias em nosso organismo também alteram seu equilíbrio natural, causando obesidade.

Uma deficiência na produção da proteína leptina, por exemplo, pode levar o indivíduo a comer mais do que ele realmente precisa, pois é ela que “avisa” o hipotálamo, localizado no sistema nervoso central, que o organismo está satisfeito. Este, por sua vez, manda uma mensagem para o corpo avisando que ele pare de comer e passe a queimar calorias. Se há deficiência nessa comunicação a tendência é comer excessivamente.

 

AS RAZÕES PARA A OBESIDADE SÃO DIVERSAS E COMPLEXAS. APESAR DA CIÊNCIA CONVENCIONAL,

A OBESIDADE NÃO É SIMPLESMENTE O RESULTADO DE ALIMENTAÇÃO EXCESSIVA. 

Definição e prevalência 

Obesidade Mórbida é uma doença crônica multifatorial, geneticamente relacionada com o aumento significante de comorbidades clínicas, psicológicas, sociais, físicas e econômicas.

 

Clinicamente é uma doença que armazena energia sob a forma de gordura (IFSO)

 

A obesidade mórbida traz consigo uma baixa expectativa de vida. Em pessoas cujo peso excedeu duas vezes o peso corporal ideal (cerca de 2 a 6% da população dos Estados Unidos), o risco de morte por diabetes ou ataque cardíaco é de 5 a 7 vezes maior. Além do problema das condições de saúde relacionadas com a obesidade, o ganho de peso pode levar a uma condição conhecida como “estágio final” da obesidade, onde, na maioria das vezes, não se dispõe de nenhum tratamento. 

 

No entanto, a morte prematura não é a única consequência possível. Os problemas sociais, psicológicos e econômicos da obesidade mórbida, mesmo que injustos, são reais e podem ser destrutivos.

 

Sabemos que em até 95% dos casos o tratamento clínico e a modificação dos hábitos alimentares fracassam em 5 anos.

co de pedra na vesícula é a ultrassonografia ou ecografia do abdome.

A Obesidade no Brasil

 

O Ministério da Saúde divulgou, em dezembro de 2017, dados que revelam o aumento da obesidade no Brasil. Segundo o levantamento, uma em cada cinco pessoas no País está acima do peso. A prevalência da doença passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016.

 

Os números fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em todas as capitais brasileiras. O resultado reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53,2 mil pessoas maiores de 18 anos.

 

O crescimento da obesidade também pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão. As doenças crônicas não transmissíveis pioram a condição de vida e podem matar.

O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016. O de hipertensão, no mesmo período, saiu de 22,5% para 25,7%. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.

 

“O Ministério da Saúde tem priorizado o combate à obesidade com uma série de políticas públicas, como Guia Alimentar para População Brasileira. A alimentação saudável aliada à prática de atividade física nos ajudará a reduzir a incidência de doenças como diabetes e hipertensão na população”, declarou o ministro Ricardo Barros.

 

O índice de obesidade aumenta com o avanço da idade, mas, mesmo entre entre os brasileiros de 25 a 44 anos, o indicador é alto: 17%. O excesso de peso também cresceu entre a população das capitais. Passou de 42,6% para 53,8% em 10 anos.

 

A pesquisa também mostra a mudança nos hábitos alimentares da população. Os brasileiros estão consumindo menos ingredientes considerados básicos e tradicionais. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5%, em 2012, para 61,3%, em 2016.

 

Apenas um entre três adultos consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

 

Os procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos para tratar a obesidade são de grande porte e são realizados apenas por razões estritas em pacientes portadores de obesidade, com pouquíssimas exceções. Seu cirurgião se reserva no direito de interpretar essas razões e indicar ou contraindicar a cirurgia ou colocação do balão intragástrico, gastroplastia endoscópica ou a cirurgia baseado no julgamento clínico dos pacientes.

 

Fatores que contribuem para a obesidade mórbida 

 

As causas fundamentais da obesidade mórbida são desconhecidas

 

Há muitos fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade, incluindo transtornos genéticos, hereditários, ambientais, metabólicos e alimentares.

 

Riscos da obesidade mórbida

 

Além de causar desconforto e problemas de aceitação social, a obesidade aumenta excessivamente o risco de uma série de doenças(comorbidades) e de morte.

 

As comorbidades relacionadas à obesidade podem ser melhoradas ou solucionadas com a cirurgia da obesidade.

 

As repercussões da obesidade no organismo variam diretamente com o aumento do IMC, ou seja, quanto maior for o seu IMC, maiores serão suas chances de desenvolver uma ou mais doenças, como: 

 

- Hipertensão arterial

- Doenças do coração e da circulação que podem levar ao infarto

- Diabetes Tipo 2

- Depressão Esteatose hepática (depósito de gordura no fígado)

- Cálculos de vesicula biliar 

- Doenças vasculares nas pernas (varizes e má circulação)

- Câncer no intestino, próstata, mama, endométrio e ovários

- Alterações na menstruação

- Incontinência Urinária (perda de urina)

- Infertilidade e impotência

- Doenças da coluna e das articulações, (especialmente joelhos e tornozelos)

- Dificuldades de respiração e apnéia do sono (parada respiratória durante o sono)

- Risco elevado de morte. Dependendo da idade, o paciente com obesidade tem 6 a 12 vezes mais chance de morrer do que uma pessoa normal

Problemas do cotidiano

 

- Dificuldade de vestuário (opções, tamanho e preço)

- Inadequação do mobiliário (assentos de teatro, ônibus, avião, restaurantes, etc 

- Inadequação do tamanho do “box” para banho

- Dificuldades em realizar higiene pessoal

- Dificuldade em amarrar os sapatos

- Dificuldade em passar em roletas de transportes coletivos

- Entre outros

 

Problemas sócio-econômicos

 

- Discriminação social

- Dificuldades em conseguir emprego

- Problemas de relacionamento afetivo e sexual

- Outros problemas econômicos, sociais e psicológicos

Opções de Tratamento

A obesidade possui diversas formas de tratamento. As opções se relacionam diretamente com o grau de obesidade.

 

O Tratamento da obesidade é sempre necessário e implica primeiramente em firme determinação tanto do paciente obeso como de seu médico. Já que a obesidade na maioria das vezes resulta do aumento na ingestão de calorias em relação às calorias gastas, é importante a instituição de dietas hipocalóricas (baixas calorias), ou seja, o total de calorias consumidas deverá ser inferior ao calculado para a necessidade calórica basal. De acordo com o instituto nacional de saúde dos Estados Unidos, mais de 90% de todas as pessoas, que participam de programas não cirúrgicos, recuperam seu peso dentro de um ano.

 

Pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 27 kg/m2 podem ser tratadas com o balão intragástrico, acima de 30 kg/m2 com a gastroplastia endoscópica e acima de 35 podem ser tratadas com a cirurgia bariátrica se ja desenvolveram alguma co-morbidade, isto é, possuam nenhuma doença que tenha sido provocada pela obesidade.

 

Contudo, nos casos de Obesidade Mórbida e Super Obesidade estes métodos, isoladamente, já se mostraram pouco efetivos. Para estes casos a Cirurgia da Obesidade é um tratamento comprovadamente eficaz na redução e manutenção do peso.

Tratamento Clínico

A primeira opção para se livrar do excesso de peso é o chamado tratamento clínico, este deve SEMPRE estar acompanhado de mudanças de hábitos de vida, alimentação saudável e prática de exercícios.

 

- Dieta rigorosa e um plano de exercícios frequentes, associados ou não a medicamentos são efetivos no controle da obesidade leve e moderada. Entretanto, estas medidas são ineficazes a longo prazo para quase totalidade dos pacientes com obesidade mórbida.

- Menos de 3 % dos pacientes com obesidade mórbida se beneficiam significativamente do tratamento clínico a longo prazo.

- Apesar da elevada taxa de insucesso, todo paciente com obesidade mórbida deve ser submetido a tratamento clínico sob supervisão médica por pelo menos 2 anos, antes de ser considerado o tratamento cirúrgico.

 

Tratamento Endoscópico

No Brasil, atualmente, os dispositivos aprovados pela ANVISA para o tratamento endoscópico da obesidade são:

Balão intragástrico de líquido de 6 meses

Balão intragástrico de ar de 6 meses

Balão intragástrico de líquido de 12 meses

Balão intrgástrico de líquido de 12 meses, ajustável

Overstitch - Sistema de sutura endoscópica. Gastroplastia endoscópica ou endossutura gástrica.

Plasma de Argônio - Utilizado para pacientes que já realizaram a cirurgia bariátrica e voltaram a ganhar peso.

 

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico é o método que resulta em perda de peso prolongada e reduz os riscos de complicações e morte das doenças associadas à obesidade mórbida. 

 

A cirurgia bariátrica e metabólica – também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago – reúne técnicas com respaldo científico destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele.

O conceito metabólico foi incorporado há cerca de seis anos pela importância que a cirurgia adquiriu no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento/controle é dificultado pelo excesso de peso ou facilitado pela perda de peso como o diabetes e a hipertensão, também chamadas de comorbidades.

 

A cirurgia para perda de peso é uma cirurgia especializada. Sua crescente aplicação para tratar a obesidade mórbida é resultado de três fatores:

* Nosso conhecimento atual sobre os riscos significativos à saúde, provenientes da obesidade mórbida.

* Procedimentos com riscos e complicações da cirurgia bariátrica relativamente baixos, em comparação a não fazer a cirurgia.

* A ineficácia das metodologias não cirúrgicas atuais em produzir uma perda de peso sustentável.

 

A cirurgia deve ser vista primeiramente como um método para aliviar a doença debilitante e crônica. Na maioria dos casos, a qualificação mínima para ser considerado um candidato para o procedimento é estar 45 kg acima do peso corporal ideal ou apresentar um Índice de Massa Corporal de 40 ou mais.

 

Ocasionalmente, o procedimento para perda de peso será considerado para alguém que apresente um IMC de 35 ou mais, se o médico do paciente determinar que as condições de saúde relacionadas à obesidade resultaram em uma necessidade médica para redução de peso e, na opinião do médico, a cirurgia parece ser o único meio de atingir a perda de peso almejada.

 

Em muitos casos, os pacientes precisam apresentar um comprovante de que suas tentativas para perder peso através de dieta foram ineficazes, antes que a cirurgia de obesidade seja aprovada. O mais importante, no entanto, é o compromisso por parte do paciente em relação aos cuidados de seguimento necessários e de longo prazo.

 

Com o objetivo principal de proteger os pacientes, o Conselho Federal de Medicina regulamentou as indicações e os tipos de procedimentos cirúrgicos que podem ser utilizados no Brasil para tratar os pacientes com obesidade mórbida (Resolução CFM nº 1.766/05 de 13/05/05, que pode ser acessada no site www.portalmedico.org.br 

Existem várias opções de Cirurgia da Obesidade. Devemos escolher qual procedimento trará melhores resultados para cada caso.

Para quem o tratamento Cirúrgico está indicado?

 

· IMC > 40 independente da presença de comorbidades;

· IMC entre 35 e 40 na presença de comorbidade confirmada;

· IMC entre 30 e 35 na presença de comorbidade(s) que tenha(m) obrigatoriamente a classificação "grave" por um medico especialista na respectiva área da doença. Também é necessária a constatação de intratabilidade clínica da obesidade" por um endocrinologista.

 

- Pessoas que não são dependentes de drogas ou álcool;

- Pessoas que não obtiveram sucesso em tratamentos clínicos anteriores (histórico de tentativas de perda de peso anterior);

- Ter uma obesidade que esteja estável nos últimos dois anos;

- Não ser portador de nenhuma doença ou condição que contra-indique a cirurgia.

 

Contra-indicações

 

As situações abaixo configuram condições adversas à realização de procedimentos cirúrgicos para o controle da obesidade:

 

· Limitação intelectual significativa em pacientes sem suporte familiar adequado;

· Quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas; no entanto, quadros psiquiátricos graves sob controle não são contra indicativos à cirurgia;

· Doenças genéticas.

 

O que devo esperar com o tratamento cirúrgico ?

 

· O principal objetivo do tratamento cirúrgico é ajudá-lo a perder peso, de modo que você tenha uma boa qualidade de vida, com redução significativa do risco de complicações, inclusive de morte. 

 

· A maioria dos pacientes perde 50 - 80% do seu excesso de peso. Esta perda é muito acentuada no primeiro mês e depois é mais gradativa, de modo que cerca de 1 ano a 1 ano e meio após a operação, você atingirá o seu menor peso.

 

· Seguindo as orientações pós-operatórias da sua equipe multidisciplinar, a maioria dos pacientes ganha pouco peso nos próximos anos após o tratamento cirúrgico. 

 

· É importante você saber que a sua participação é fundamental para o sucesso da operação. Você precisará mudar os seus hábitos alimentares e o seu estilo de vida para o resto da sua vida. Isto significa que você deverá ingerir alimentos em menor quantidade e com menor valor calórico e deverá ser mais ativo, com programas de exercícios frequentes. 

 

A Cirurgia é eficaz ?

 

O peso real que um paciente perderá, após o procedimento, depende de diversos fatores, incluindo:

· Idade do paciente

· Peso antes da cirurgia;

· Condições gerais de saúde do paciente;

· Procedimento cirúrgico;

· Capacidade para exercícios;

· Compromisso em seguir as diretrizes para dieta e outros cuidados para o seguimento;

· Motivação do paciente e cooperação de sua família, amigos e associados.

 

Em geral, o sucesso da cirurgia bariátrica é definido pela perda de 50% ou mais do excesso de peso corporal e pela manutenção desse peso pelo período mínimo de 5 anos. Muitos pacientes perdem peso rapidamente e continuam a perder até 18 a 24 meses após a cirurgia.

 

A maioria perde de 50% a 80% do seu excesso de peso. Seguindo as orientações pós-operatórias da equipe multidisciplinar, a maioria dos pacientes ganha pouco peso nos próximos anos após o tratamento cirúrgico.

 

Cerca de 10% dos pacientes volta a ganhar peso em virtude principalmente da alimentação rica em carboidratos como doces e massas, bebidas hipercalóricas como álcool e refrigerantes e da falta de exercícios físicos e retornos pós-operatórios com a equipe.

 

Benefícios da Cirurgia Bariátrica e Metabólica

 

Os benefícios da cirurgia bariátrica e metabólica são perda de peso, remissão das doenças associadas à obesidade (como diabetes e hipertensão), diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida. Os riscos são os mesmos de outras cirurgias abdominais.

 

Por essa razão, deve ser feita em hospital com estrutura adequada e por médicos associados à SBCBM, especialistas em cirurgia bariátrica que pratiquem os procedimentos regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Riscos e Complicações da Cirurgia Bariátrica

Toda pessoa que pretende se submeter ao tratamento cirúrgico tem que estar ciente dos riscos e conseqüências que ela corre quando sofre uma intervenção cirúrgica deste porte.

 

É muito importante mencionar que a cirurgia não é recomendada por motivos estéticos. Esta é uma cirurgia radical, que pode ser definitiva e ter conseqüências nos seus hábitos de vida. Seu objetivo é tornar a vida do paciente mais saudável e mais longa.

 

No grupo de quatro mil doentes que acompanhamos, submetidos à cirurgia de gastroplastia, a taxa de mortalidade foi em torno de 0,3%, ou seja, em cada mil pacientes, três faleceram em conseqüência de complicações que podem ocorrer em qualquer operação desse porte. Esse índice de mortalidade é semelhante ao das cirurgias de úlcera e menor do que o encontrado nos casos de câncer gástrico localizado, porque nossos pacientes são, de certa forma, mais saudáveis.

 

Existe, porém, a possibilidade de complicações graves não mortais como o vazamento de um ponto no estômago o que pressupõe nova intervenção cirúrgica e maior tempo de hospitalização. É por isso que a indicação da cirurgia da obesidade deve ser restrita a pacientes obesos graves com risco de morrer precocemente.

 

Estatísticas mostram que, na faixa dos 25 aos 35 anos, a taxa de mortalidade dos grandes obesos com o dobro ou mais do peso ideal é 12 vezes maior do que na população em geral. Essas pessoas morrem mais cedo porque acabam desenvolvendo quadros patológicos decorrentes da obesidade. É muito raro encontrar um grande obeso que chegue aos 70 anos.

 

Considerações importantes para todas as cirurgias da obesidade

 

A cirurgia bariátrica não deve ser considerada até que você e seu médico tenham avaliado todas as outras opções de tratamento. A metodologia apropriada para a cirurgia bariátrica requer discussão e consideração cuidadosa dos seguintes fatos, juntamente com a equipe:

Esses procedimentos para perda de peso não devem de maneira nenhuma ser considerados como uma cirurgia estética; 

 

A cirurgia não envolve a remoção do tecido adiposo (gordura) por sucção ou excisão;  A decisão de escolher o tratamento cirúrgico exige uma avaliação dos riscos e benefícios para o paciente e uma performance meticulosa do procedimento cirúrgico apropriado;

 

Muitos desses procedimentos cirúrgicos para perda de peso podem não são reversíveis. 

O  sucesso da cirurgia bariátrica depende das mudanças de estilo de vida a longo prazo, da dieta e exercícios;  Podem surgir problemas após a cirurgia que talvez precisem de novas cirurgias;

 

O sucesso da cirurgia de perda de peso depende de mudanças em seu estilo de vida para sempre, como dietas, exercícios físicos e mudança de comportamento;

Seu objetivo é tornar a vida do paciente mais saudável e mais longa.

 

Riscos da cirurgia Bariátrica

 

Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia de obesidade PODE apresentar riscos. Essas complicações são muito menos freqüentes nos dias de hoje devido à melhoria dos instrumentais cirúrgicos e dos grampeadores, melhoria das habilidades técnicas do cirurgião, equipe multidisciplinar mais engajada e experiente, além do melhor preparo do paciente no pré-operatório. Mesmo assim, complicações podem ocorrer. 

 

A seguir listamos as principais:

 

· Atelectasia do pulmão e pneumonia;

· Trombose venosa profunda;

· Embolia pulmonar;

· Hemorragias;

· Hérnias incisionais e internas;

· Infecção de ferida operatória;

· Úlceras e estenoses da anastomose do estômago com o intestino;

· Fístulas das anastomoses;

· Anemias;· Desnutrição;

· Perda de peso insuficiente;

· Diarréia e evacuações com gases fétidos;

· Pedras na vesícula biliar;

· Óbito.

 

Se a cirurgia bariátrica for realizada por meio de vídeos laparoscópicos e ocorrerem complicações durante a operação, seu médico pode escolher realizar cirurgia aberta.

 

Todas essas complicações ocorrem em uma incidência MUITO PEQUENA, mas devem ser sempre esclarecidas para o paciente e seus familiares.

 

Cirurgia Aberta ou Laparoscópica 

 

A cirurgia aberta (convencional) consiste em um corte (incisão) no abdômen para que o cirurgião tenha acesso ao estômago e ao intestino. A cirurgia é exatamente a mesma da laparoscópica ("furinhos") e a perda de peso também.

 

Um procedimento aberto consiste em uma incisão longa que abre o abdome para que o cirurgião tenha acesso.

 

Procedimentos Abertos para a Cirurgia da Obesidade utilizam os mesmos princípios da Laparoscópica e produzem perda de excesso de peso da mesma forma.

 

Durante a última década, procedimentos laparoscópicos foram usados em diversas cirurgias em geral.

 

Muitas pessoas acreditam erroneamente que essas técnicas ainda são "experimentais". Na verdade, a laparoscopia tornou-se a técnica predominante em algumas áreas da cirurgia e tem sido aplicada à cirurgia para perda de peso por muitos anos.

 

Embora poucos cirurgiões bariátricos realizem cirurgias laparoscópicas para perda de peso, cada vez mais estão oferecendo aos pacientes essa opção cirúrgica menos invasiva, sempre que possível.

 

Quando uma operação laparoscópica é realizada, uma pequena câmera de vídeo é inserida no abdome.

 

O cirurgião visualiza o procedimento em um monitor de vídeo separado. A maioria dos cirurgiões laparoscópicos acredita que lhes dá a melhor visualização e acesso às principais estruturas anatômicas. Através de outras pequenas incisões os instrumentos cirúrgicos são colocados procedendo assim os mesmos passos da cirurgia aberta, convencional.

A cirurgia laparoscópica apresenta as seguintes vantagens com relação à aberta:

· Menor dor pós-operatória;

· Melhor estética;

· Menor infecções das feridas;

· Menor ocorrência de hérnias incisionais;

· Recuperação pós-operatória mais rápida, proporcionando retorno mais precoce às atividades habituais.

Tipos de Procedimentos

 

As operações usadas no tratamento da obesidade mórbida são também conhecidas como operações bariátricas. Estes procedimentos reduzem o tamanho do estômago e/ou o comprimento do intestino, cujo objetivo é limitar a quantidade de comida que você pode ingerir ou absorver.

As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem quatro procedimentos básicos da cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia, divididos em três categorias:

 

1. Procedimentos Restritivos

2. Procedimentos Disabsortivos

3. Procedimentos Mistos

 

São aprovadas no Brasil quatro modalidades diferentes de cirurgia bariátrica e metabólica (além do balão intragástrico, que não é considerado cirúrgico):

· Bypass gástrico (Gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

· Banda gástrica ajustável

· Gastrectomia vertical (Sleeve)

· Duodenal Switch

Procedimentos Restritivos

 

São procedimentos que reduzem o tamanho do estômago, limitando a quantidade de alimentos que você pode ingerir. O paciente se sente satisfeito após ingerir uma quantidade menor de alimentos. Mesmo que o paciente queira, ele não consegue inferir uma grande quantidade de alimentos de uma única vez, porque ele tem a impressão que o seu estômago está repleto (cheio). 

 

A Banda Gástrica, A Gastrectomia vertical e  O balão intragástrico são exemplos de procedimentos restritivos.

 

Procedimentos Disabsortivos

São operações que reduzem o comprimento do intestino, diminuindo a quantidade de alimentos que o organismo (intestino) absorve. A parte do alimento não absorvida é eliminada nas fezes. Este tipo de operação foi muito usado no passado, mas as graves complicações pós-operatórias fizeram que este procedimento só seja utilizado atualmente em casos excepcionais.

 

 

Procedimentos Mistos

São procedimentos que associam tanto a redução do tamanho do estômago como do comprimento do intestino. Desta forma, ocorre tanto uma redução da quantidade de alimentos que pode ser ingerida, como da quantidade de alimentos que pode ser absorvida pelo organismo. A operação de Capella, operação de Wittgrove-Clark, operação de Fobi, operação de Scopinaro e operação de desvio duodenal são alguns exemplos dos procedimentos mistos.

Esses são os procedimentos mais utilizados e com melhores resultados.

Procedimentos

1. By pass gástrico (Gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

Esta operação consiste em fazer um novo reservatório gástrico (estômago) pequeno (cerca de 30 mL). Nesse procedimento misto, é feito o grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial (by pass em Y), que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. 

 

Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.

 

Técnica mista, com predominância do fator restritivo. A quantidade de alimentos que a pessoa pode ingerir é bastante limitada.

A principal vantagem é a perda de peso adequada e duradoura em quase todos os pacientes.

 

Estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente, sua eficácia.

 

O paciente submetido à cirurgia perde de 40% a 45% do peso inicial. 

 

Uma curiosidade: a costura do intestino que foi desviado fica com formato parecido com a letra Y, daí a origem do nome. Roux é o sobrenome do cirurgião que criou a técnica.

 

Uma condição conhecida como, "síndrome de dumping", pode ocorrer como resultado do rápido esvaziamento do conteúdo do estômago para o intestino delgado. Às vezes, isso é desencadeado quando muito açúcar ou grande quantidade de alimento é ingerido. Embora não seja considerado como um sério risco para sua saúde, os resultados podem ser muito desagradáveis e incluir náusea, fraqueza, transpiração, fragilidade e ocasionalmente diarréia, após as refeições. Alguns pacientes não conseguem comer qualquer forma de doces, após a cirurgia.

 

Riscos mais conhecidos

O risco mais temido desta cirurgia é a não cicatrização do tecido grampeado, o que pode resultar em vazamento com infecção ou hemorragias.

 

 

 

2. Banda Gástrica Ajustável

Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, atualmente não é mais utilizado no país.

Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (20% a 30% do peso inicial), o que também ajuda no tratamento do diabetes.

 

Instala-se anel de silicone inflável ajustável ao redor do estômago, que aperta mais ou menos o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago. A perda média de excesso peso pode ser insuficiente a longo prazo.

 

Exige estrita cooperação do paciente em seguir as orientações dietoterápicas.

 

Riscos mais comuns

 

Pelo atrito entre a banda e o estômago, pode ocorrer mudança de posição do anel(deslizamento) ou ruptura da parede do estômago (erosão e migração).

 

Estas complicações são mais frequentes nos pacientes que vomitam muito e, quando ocorre, resulta em reoperação ou até mesmo remoção da banda. Por estes motivos esta cirurgia não é mais frequentemente utilizada.

 

Também pode ocorrer infecção com rejeição do anel. Por se tratar de prótese, pode ocorrer desgaste do material e perda de efetividade com vazamento do líquido, por vezes necessitando troca da banda.

1. Gastrectomia Vertical (Sleeve)

Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml).

 

Essa intervenção provoca boa perda de peso, comparável à do bypass gástrico e maior que a proporcionada pela banda gástrica ajustável. 

 

É um procedimento relativamente novo, praticado desde o início dos anos 2000. Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lípides (colesterol e triglicérides).

 

Riscos mais conhecidos

 

O risco mais temido desta cirurgia é a não cicatrização do tecido grampeado, o que pode resultar em vazamento com infecção ou hemorragias.

 

Refluxo gastroesofágico.

4. Duodenal Switch

É a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal.

 

Nessa cirurgia, 85% do estômago são retirados, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas.

 

O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento.

 

Criada em 1978, a técnica corresponde a 5% dos procedimentos e leva à perda de 40% a 50% do peso inicial.

 

Por tratar-se de cirurgia disabsortiva, a quantidade e a qualidade da alimentação devem ser seguidas com cuidado, devido ao risco de problemas nutricionais. Costuma ocorrer aumento de gases e fezes com mau cheiro.

 

Riscos mais frequentes

 

Como no Bypass, o risco de vazamento ou hemorragias nos grampos é o mais temido. 

 

O redirecionamento dos sucos biliares e pancreáticos, bem como de outros sucos digestivos, para fora do estômago pode causar irritação intestinal e úlceras.

Avaliação Pré-operatória 

Os candidatos ao tratamento cirúrgico devem ser submetidos a uma avaliação pré-operatória completa para determinar fatores de riscos que possam aumentar as complicações e comprometer o resultado da operação. Esta avaliação é realizada por um grupo de pessoas (equipe multidisciplinar) que tem experiência no cuidado de pacientes com obesidade mórbida.

 

Além de solicitar vários exames, o seu médico irá pedir que você faça avaliação com endocrinologista, nutricionista, psiquiatra ou psicólogo, anestesiologista e outros especialistas que ele julgar necessário. Lembre-se ! Esta avaliação completa é para sua proteção.

 

AVALIAÇÃO CLÍNICA

O paciente passará em consulta com seu médico e após criteriosa consulta, caso tenha indicação de cirurgia, será encaminhado para iniciar as etapas do programa para a cirurgia de obesidade, que constará de:

 

· Exames laboratoriais de acordo com o perfil bioquímico e hormonal do paciente;

· Avaliação cardiológica (Rx-tórax, ECG, Ecocardiograma, Esteira);

· Endoscopia digestiva alta;

· Radiografia de tórax;

· Ultra-sonografia do abdome;

· Prova de função pulmonar;

· Avaliação nutricional;

· Avaliação psicológica.  

Diversos especialistas poderão ser acionados na dependência da existência de doenças associadas, como Angiologistas, Cardiologistas, Endocrinologistas, Pneumologistas, Ortopedistas, Psiquiatras, Cirurgiões Plásticos etc.

 

AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

 

Consulta com Nutricionista: Na consulta individual, o paciente será avaliado quanto ao estado nutricional, hábitos alimentares (freqüência alimentar, tempo de mastigação, tempo de duração das refeições, qualidade e quantidade de alimentos), para que o paciente se sinta mais seguro quanto à quantidade necessária para o estômago neo formado, evitando assim desconfortos nos pós-operatórios, como episódios de vômitos.

 

Receberá também em consulta nutricional, toda orientação para sua alimentação pós-cirúrgica, do período de um mês, após alta hospitalar.

 

Sendo assim, no pós-operatório serão evitados eventuais desconfortos, a redução de peso será favorecida e será prevenida a manutenção do estado nutricional.

 

Uma alimentação balanceada e equilibrada nada mais é do que comer de tudo, com variedades para alcançar esse equilíbrio.

 

Há diversos grupos de alimentos e dentro desses grupos existem sempre alternativas mais saudáveis. No grupo dos cereais, composto por pães, massas, cereais matinais dê preferência aos integrais, pois contém maior quantidade de fibras. De 50 a 60% do que comemos deve ser composto por este grupo. Vegetais e frutas devem ser consumidos freqüentemente (5 porções/dia).

 

As carnes também devem ser ingeridas diariamente, sem excesso. o consumo de peixes, ricos em ômega-3, pode ser um protetor contra doenças cardíacas.  Deve-se ingerir 2 a 3 porções de leite e derivados por dia, dando preferência ao leite desnatado e ao queijo branco. 

 

Outras recomendações: evitar as frituras, comer de tudo com moderação, reduzir sal, conservas e produtos enlatados, evitar comer pouco ou muito de um único alimento, não permanecer muitas horas em jejum, mastigar bem os alimentos, comer calmamente, fazer refeições sentados à mesa, não comer assistindo tv ou na frente do computador. 

 

Quando esse equilíbrio nutricional não ocorre, aliado á uma vida sedentária, as facilidades da vida moderna, cheia de escadas rolantes, controle remoto, aliadas ainda aos “fast foods”, entre outros fatores, estes se tornam ingredientes que contribuem para aumentar a incidência da obesidade.

 

No caso da Obesidade Mórbida, todos esses conselhos e orientações são relevantes, porém nem sempre suficientes.

 

Nesse caso, a cirurgia bariátrica é uma alternativa de tratamento com ótimos resultados, melhorando a qualidade de vida.

 

A orientação alimentar no caso da cirurgia bariátrica, tem um papel importante tanto no período pré quanto no pós-operatório, pois auxilia no preparo para a cirurgia E ORIENTA AS MUDANÇAS QUE OCORRERÃO APÓS A OPERAÇÃO, onde a dieta deverá ser evoluída gradativamente.

 

 

 

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Em se tratando de pacientes obesos mórbidos, podemos afirmar que a imensa maioria dos que chegam à Cirurgia Bariátrica traz alterações emocionais. Essas dificuldades de natureza psicológica podem estar presentes entre os fatores determinantes da obesidade. A avaliação e preparo psicológico é de fundamental importância no tratamento da obesidade sendo indispensável tanto no pré quanto no pós-operatório.

 

A psicóloga irá se ater a problemas que tenham contribuído para a instalação da obesidade, ou que tenham surgido em conseqüência desta, sendo um trabalho especialmente dirigido para a cirurgia, e diferindo das conhecidas sessões psicanalíticas.

 

É indispensável que o doente tenha a intenção de mudar seu hábitos de vida e que permaneça sob o acompanhamento multidisciplinar, deste modo, a psicóloga poderá contribuir muito para uma boa cooperação e uma boa aderência à equipe e às rotinas.

 

O acompanhamento psicológico irá ajudar a traçar metas realistas quanto a perda de peso e a imagem futura, e auxiliar na reintegração do indivíduo com o meio em que vive e consigo mesmo. As mudanças em sua dieta e estilo de vida, após a cirurgia de obesidade, vão durar a vida toda. E você terá uma chance maior de sucesso a longo prazo, se estiver cercado de pessoas que entendem e apóiem suas metas.

 

Muitos pacientes resistem ao atendimento psicológico na etapa pré-cirúrgica, alegando não ter necessidade, pois já estão decididos: querem submeter-se à cirurgia da obesidade. O atendimento psicológico não visa convencer ninguém a fazer ou não a gastroplastia e sim preparar essa pessoa, para que possa passar pelo processo cirúrgico e, conseqüentemente, de emagrecimento, de forma saudável e tranqüila.

 

EXERCÍCIOS

 

Começar um programa de exercícios pode ser assustador especialmente para alguém que sofre de obesidade mórbida.

 

Sua condição de saúde pode tornar quase impossível qualquer nível de esforço físico. De qualquer modo, os benefícios do exercício são claros, e há muitas maneiras pelas quais começar.

 

A atividade física:

·  Resulta em uma modesta perda de peso em pessoas com sobrepeso e obesas.

·  Melhora o estado cardiovascular, mesmo quando não houver perda de peso.

·  Pode ajudar a manter a perda de peso.

 

Novas teorias que focam no ponto de ajuste do corpo (a faixa de peso na qual seu corpo está programado para pesar e pela qual lutará para manter), destacam a importância dos exercícios. Ao reduzir um número de calorias que consume, o organismo simplesmente reage desacelerando o metabolismo para queimar menos calorias.

 

A atividade física diária pode ajudar a acelerar seu metabolismo, abaixando seu ponto de ajuste de forma eficaz até um peso natural mais baixo. Então, ao seguir uma dieta para tentar perder peso, o exercício aumenta suas chances de sucesso a longo prazo.

 

Exemplos de exercícios pelos quais você pode começar:

* Estacionar na vaga mais distante do estacionamento e caminhar.

* Usar as escadas, em vez do elevador.

* Não assistir televisão.

* Nadar ou participar de hidroginástica de baixo impacto.

* Pedalar em uma bicicleta ergométrica 

 

Em geral, caminhar é uma das melhores formas de exercício. Começar lentamente e ir aumentando. Seu médico, ou pessoas em um grupo de apoio, pode dar incentivo e aconselhamento. Incorporar o exercício em suas atividades diárias melhorará suas condições gerais de saúde e é importante para qualquer programa de tratamento de peso de longo prazo, incluindo a cirurgia para perda de peso.

Dieta e exercício correspondem ao papel principal da perda de peso bem-sucedida, após a cirurgia.

 

Internação

 

O paciente deve internar em um dos hospitais selecionados estando em jejum nas últimas 12 horas, com exames pré-operatórios realizados e devidamente avaliados pela equipe multidisciplinar, consulta pré-anestésica realizada, termo de consentimento informado assinado e, em caso de convênios médicos, com as guias liberadas.

 

 

Pós operatório

 

Orientações gerais

 

Quando internado

 

A anestesia é geral, a prevenção da trombose venosa profunda (TVP) é feita com compressão pneumática intermitente de membros inferiores por 24 horas, anticoagulantes e deambulação precoce.

 

O período de internação é em média 24 a 48 horas podendo se estender dependendo da recuperação de cada paciente. Após a eliminação de gases e sem evidência de complicações, a dieta líquida é iniciada conforme orientação nutricional e a alta hospitalar programada.

 

No 1º dia após a cirurgia, você ficará em jejum e a dieta líquida é iniciada, ficando com soro e demais medicamentos. É importante que se levante, caminhe pelo corredor. Sua dieta será de pequenos goles, 30 ml a cada 15 minutos, água, chá e gelatina.

 

Ao final do 1º ou 2º dia, normalmente, seu soro será retirado. É muito importante que você ingira no mínimo 02 litros de líquido dia, você receberá alta hospitalar. 

 

Sua dieta nos primeiros dias será de caldos ralos coados (sucos diluídos, água de coco, gatorade, leite desnatado, iogurte light batido).

 

Quaisquer líquidos calóricos ou gasosos estão proibidos. Aumente o rítmo das caminhadas pelo corredor. Não coma sólidos, não ingira grandes goles; muitas das fístulas acontecem por isso. 

 

Mas atenção: Lembre-se dos pequenos goles 30 ml a cada 15 minutos. Em casa, como no hospital, não se esqueça, caminhe bastante, exercite suas pernas, pois esta é a melhor prevenção para embolia. 

 

 

Resumidamente

 

A maioria dos pacientes permanece no hospital aproximadamente 1 a 2 dias, após um procedimento laparoscópico, e 2 a 4 dias, após um procedimento aberto. De uma maneira geral, você receberá alta hospitalar quando: 

·  Conseguir ingerir líquidos e nutrientes suficientes pela boca, para prevenir a desidratação.

·  Os controles de pressão, pulso, e temperatura adequados.

·  Tiver controle adequado da dor com medicação. 

Dependendo de sua condição médica, há a possibilidade de você ser colocado na unidade de cuidado intensivo, para monitorar de perto seu coração e pulmão.

 

 

Retornos pós-operatórios. Quando ?

 

Os retornos com o cirurgião são feitos da seguinte maneira:

 

a- Sete (07) a 10 (dez) dias após a cirurgia para retirar, se necessário, pontos e dreno. Prescrição de medicações como inibidores de bomba de prótons para evitar úlceras e suplementos nutricionais;

b- Trinta (30) dias de pós-operatório para aferição de peso, avaliação da evolução da dieta e liberação para exercícios físicos no caso de cirurgia laparoscópica;

c- Retornos com 3, 6, 9 e 12 meses no primeiro ano para exames laboratoriais, aferição do peso e de principais queixas, além de reposição de vitaminas e minerais se necessário.

Nos retornos de 6 e 12 meses realizamos exames de ecografia abdominal para avaliação de possível colelitíase (pedra na vesícula biliar) e gordura (esteatose) hepática e endoscopia digestiva alta para avaliar o reservatório gástrico (pouch) e a existência ou não de úlcera péptica.

 

d- Retornos semestrais a partir do segundo ano de pós-operatório. 

 

Vitaminas são utilizadas como complementação àquelas ingeridas na dieta. As drogas para controle de diabetes, hipertensão e aumento do colesterol podem necessitar serem reajustadas, e até suspensas com a redução do peso.

 

Orientação Nutricional

 

Acompanhamento Nutricional

 

O nutricionista tem papel fundamental no acompanhamento do paciente rumo à cura da obesidade. Esse profissional deverá prestar toda a orientação necessária para a dieta líquida pós-operatória, sua evolução para a pastosa e, finalmente, sua transição definitiva para a alimentação normal. O paciente deverá aprender a comer pouco e bem, várias vezes ao dia, e optar por alimentos pouco calóricos e com alto teor vitamínico, abandonando hábitos nocivos. 

 

A reeducação alimentar ajudará não só a perder peso, mas também a mantê-lo em patamares adequados por toda a vida. O paciente não está proibido de consumir doces, refrigerantes ou outras guloseimas de vez em quando, porém esses alimentos não devem fazer parte de sua rotina e a quantidade deve ser controlada.

 

Orientações Nutricionais sobre as necessidades de Proteínas após Gastroplastia

 

As proteínas são encontradas nos alimentos de origem animal (carnes, leite e derivados e ovos), vegetal (leguminosas, castanhas, amendoim) e suplementos nutricionais. Elas são de extrema importância para o bom funcionamento do nosso organismo. Muitos pacientes deixam de ingerir carnes nos primeiros três meses de cirurgia e acabam preferindo apenas alimentos líquidos (o que faz parte de uma conduta errada). A aversão à carne pode levar à deficiência de proteínas, ferro, vitamina B12, selênio e zinco. Este problema é comum após a gastroplastia e na maioria das vezes acontece pela falta de mastigação, ou pela falta de cozimento, ou pelo tamanho em que a carne (porção) é levada a boca. Sendo assim, quando não for possível ingerir carne moída, frango e peixe cozido, outras fontes de proteínas são necessárias e obrigatórias.

 

As necessidades de proteínas de um indivíduo são definidas como o menor nível de ingestão de proteína da dieta que irá contrabalancear os gastos orgânicos nesse mesmo período de tempo. A taxa média diária do adulto, de proteína renovada é da ordem de 3% do total de proteína do organismo. Na pele perdem-se e renovam-se 5 gramas de proteínas por dia, no sangue 25 gramas, no trato intestinal cerca de 70 gramas e no tecido muscular ao redor de 75 gramas, por dia. Em função de todas estas propriedades protêicas, qual seria a quantidade ideal de proteínas por dia após a cirurgia? A resposta é 80 gramas para as mulheres e 100 gramas para os homens. Já a quantidade mínima, aceitável, de proteínas seria de 55 gramas para as mulheres e 65 para os homens.

 

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES:

1- Não se deite logo após as refeições, para evitar vômitos.

 

2- Beba água, chás, água de coco ou bebidas isotônicas (caso não seja hipertenso) aos goles, nos intervalos das refeições para prevenir cálculos (pedras) nos rins e vesícula biliar e desidratação.

 

3- Não beba líquidos durante as refeições. As bebidas farão você se sentir cheio, antes de ter consumido alimento suficiente.

 

4- Tome o suplemento multivitamínico e multimineral recomendado pelo médico para evitar deficiência.

 

5- Adoce todos os líquidos com adoçante e beba-os lentamente.

 

6- Siga uma dieta equilibrada, mesmo que pobre em calorias, nesta fase procure incluir todos os grupos de alimentos conforme a freqüência diária a seguir:

Dieta Líquida Hipocalórica após a cirurgia Bariátrica

 

RECOMENDAÇÕES

 

Lembrar que o seu novo estômago está pequeno e cabem apenas 20mL, ou seja, meio copo de plástico de tomar café. Logo, recomenda-se sempre utilizá-lo como medida.

 

O novo estômago está em fase de cicatrização. Portanto, deve-se ingerir sempre meio copinho de café, de 5 em 5 minutos no mínimo, em três goles cada meio copinho, devendo chegar em torno de 1,5 a 2 litros de líquidos ao dia. 

 

Desta maneira evita-se a desidratação e, consequentemente, a formação de cálculos (“pedras ou areia”) nos rins. Se a urina estiver muito amarela (concentrada) e se você estiver urinando pouco, é porque a ingestão de líquidos está insuficiente.

 

LEMBRE-SE:

O consumo de líquidos com açúcar pode ocasionar sintomas como: fraqueza, sudorese, palpitações, taquicardia, rubor, dispnéia (falta de ar), sonolência, desmaios, náuseas, vômitos, dores abdominais e diarréia – Síndrome de Dumping.

 

 

Orientação Psicológica  

 

Acompanhamento Psicológico

O foco do acompanhamento psicológico deve ser sempre preventivo e educativo. É necessário considerar o aparecimento de novos fatores de estresse, como ansiedade, ciúmes do parceiro, desejo de liberdade etc., após a cirurgia.  Além disso, o paciente pode criar expectativas que não serão atingidas com a perda de peso, simplesmente porque dizem respeito a certas frustrações ou imaturidade diante da vida.

 

Aspectos psicológicos importantes no pós-operatório

 

Muito bem, realizou-se o desejo e a pessoa se vê operada e sendo obrigada a conviver com sua opção. Esta opção implica necessariamente num elemento muito importante: mudança de hábitos. Vale lembrar que qualquer tipo de mudança que nos vemos “obrigados” a realizar, trará muitas dificuldades, pois o ser humano lida melhor com hábitos e comportamentos já conhecidos. Todavia, esta mudança é muito importante para o sucesso do tratamento e para que isto ocorra à pessoa precisará da melhor maneira possível, adaptar-se.

 

Temos então a seguinte questão: Adaptação X Mudança de Hábitos.

Uma má adaptação provavelmente levará o indivíduo a uma mudança de hábitos não consistente o bastante o que poderá levá-lo a no futuro, desenvolver problemas sérios e importantes do ponto de vista psicológico, tais como: depressão, dependência química de qualquer natureza (de modo geral alcoolismo) compulsões (compras, sexo e outras) e em casos mais graves, até mesmo suicídio. Isto talvez se dê, pois diferentemente dos tratamentos anteriores, este é definitivo e, como tal, exige um investimento pessoal maior.

 

Além disto, ocorre outro fenômeno importante que é o fato de ser socialmente aceito. Embora este seja um desejo comum a maioria das pessoas que se sujeitam à cirurgia, não é algo realmente fácil de se vivenciar, pois se deve levar em consideração que até àquele momento, a pessoa já tinha um papel social muito claro o que deixa de acontecer neste momento. Assim, a busca por sua identidade passará a ser uma meta importante. Podemos observar isto com maior clareza, quando observamos nos relatos dos operados, quanto às dificuldades de “enfrentar” o espelho, pois não raro ocorre o não reconhecimento de si mesmo. 

 

Outra questão importante, é a da auto-cobrança pessoal pelos resultados, onde esta fica monitorando sistematicamente cada gramo que emagrece. Além disto, é muito comum observarmos que a pessoa deposita na cirurgia a solução para todos os seus problemas o que poderá gerar uma alta dose de frustração.

Aqui então, teremos a seguinte questão: Resultados X Expectativas.

Cobranças externas feitas por familiares e amigos que via de regra têm pouca informação quanto ao processo e suas etapas também podem ser fonte de angústia e podem gerar igual sentimento de frustração. A desinformação certamente é um grande problema para todos, tanto para candidatos como operados. 

 

Um elemento importante e que se deve sempre ter em mente, é que a cirurgia bariátrica ou de redução de estômago ocorre dentro de um processo e como tal, tem etapas a serem superadas. Deve-se considerar ainda que, o principal objetivo da cirurgia não é o emagrecimento, mas sim a qualidade de vida que poderá vir deste emagrecimento. 

 

Como qualidade vida podemos pensar na melhora geral da saúde, auto-estima elevada, boa disposição para realização de projetos há muito engavetados e, etc. Para que se faça um combate efetivo aos problemas citados acima podemos recomendar o seguinte:

 

· Acompanhamento em todas as fases do processo por todos os profissionais da equipe.

· Realização de psicoterapia.

 

 

Fisioterapia 

 

Com o sobrepeso, mesmo que ainda não tenham sido desenvolvidas patologias associadas à progressão deste, como: hipertensão, apnéias e diabetes entre outras, a pessoa já apresenta aumento de pressão nas articulações, diminuição de movimentos e da mobilidade corporal com conseqüente flacidez muscular, respiração mais superficial diminuindo a oxigenação para todo o corpo, alterações no equilíbrio, entre outras alterações acompanhadas comumente de desconforto ou mesmo dores desde eventuais e/ou agudas a crônicas sendo que estas condições agravam-se com a morbidez.

 

O processo cirúrgico traz uma intervenção rápida, diferentemente das progressivas modificações que serão vivenciadas, algumas delas tão especiais e significativas que necessitam apoio e intervenção terapêuticas a fim de manter uma integração suficientemente boa desta pessoa-paciente uma vez que esta não é estática, está em constante mudança.

 

Entre as terapias oferecidas a Reeducação Postural Global/Estruturação Postural Integrada (RPG/EPI) intervém e apóia a pessoa-paciente, avaliando as modificações ou adaptações que esta desenvolveu ao longo da vida influenciada pelo sobrepeso, morbidez e maus hábitos de postura.

 

Com a aplicação do RPG/EPI (posturas estáticas que unem alongamento e resistência) aliado a posturas dinâmicas, toques terapêuticos, práticas respiratórias, manobras vertebrais e de descompressão articular pretende-se adequar o equilíbrio e orientação espacial, eliminar ou amenizar a flacidez muscular, identificar hábitos mais saudáveis, e enfim, atuar como uma terapia que auxilia na melhora das comorbidades, melhorando-se a qualidade de vida.

Quando retorno ao trabalho e atividades habituais ?

 

No caso de cirurgia laparoscópica, o retorno ao trabalho se dá em 15 dias, atividades de academia e exercícios aeróbicos em 30 dias e no caso da cirurgia aberta é dependente de cada paciente, mas sempre com tempo de retorno mais demorado.

 

Retorno ao trabalho

 

Sua capacidade de recuperar os níveis de atividade anteriores à cirurgia variará de acordo com sua condição física, natureza da atividade e tipo de cirurgia para perda de peso, ao qual se submeteu. Muitos pacientes voltam aos níveis de atividade totais anteriores à cirurgia, dentro de seis semanas de seu procedimento de obesidade mórbida. Os pacientes que fizeram um procedimento laparoscópico minimamente invasivo podem conseguir voltar a essas atividades dentro de poucas semanas

  

Gravidez pós-operatória 

 

É extremamente recomendado que mulheres em idade fértil usem métodos anticoncepcionais nos primeiros 18 meses após a cirurgia, afim de evitar danos ao seu próprio corpo e ao feto em decorrência de carências vitamínicas e minerais.

 

 

Orientações médicas após ao By Pass Gástrico ou Gastroplastia redutora com desvio intestinal.

 

A cirurgia videolaparoscópica para obesidade mórbida é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. No pós-operatório freqüentemente a dor na parede abdominal não é intensa e pode ser controlada por analgésicos orais.

 

Esta operação causa dificuldade temporária na deglutição, isto é dificuldade para engolir os alimentos. A duração desta dificuldade é variável, geralmente de poucas semanas. As orientações a seguir devem ser seguidas para que esta dificuldade de deglutição cause pouco desconforto e sua recuperação ocorra sem intercorrências. A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes volta as suas atividades normais em poucos dias. As orientações abaixo devem ser seguidas pra que você tenha pouco desconforto e sua recuperação ocorra sem intercorrências.

 

1 - Tome somente líquido nos primeiros dias. faça a progressão da dieta conforme orientações fornecidas pela nutricionista da equipe multidisciplinar.

2 - É comum apresentar soluço. Não se preocupe. Ele desaparece em poucas horas ou dias. O soluço geralmente ocorre após a ingestão rápida de alimentos, principalmente se forem muito gelados ou quentes.

3 - Dor no ombro é frequente após este tipo de operação. Esta dor é consequente à irritação de um nervo que fica entre o abdome e o torax. Ela não se deve a torção ou mal jeito no ombro. A dor no ombro geralmente desaparece em poucas horas ou dias. Se ela for intensa, tome o analgésico (remédio para dor) prescrito pelo seu médico.

 

4 - Os cortes ou furinhos serão fechados com pontos e cobertos com curativo (micropore). é Comum que ocorra hematoma (“azulado” ou “roxo”) ou pequenos sangramentos. Isto é normal. Não se preocupe. Não retire o micropore, a menos que o seu médico o oriente neste sentido. Pode tomar banho completo e molhar o micropore. Seque o abdome normalmente com toalha e secador de cabelo, sem necessidade de cuidados especiais com os cortes. Entretanto, se o corte tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), contate seu médico. 

5 - Respire fundo 3 vezes a cada hora para expandir melhor o seu pulmão e evitar complicações como febre e pneumonia.

 

6 - Dirigir somente após 10 dias; 

 

7 - Não há necessidade de usar a meia em casa, se você andar bastante, pode subir escadas e realizar suas atividades normalmente, você não pode realizar esforço físico (carregar peso).

8 - Para onde for, levar sempre consigo uma garrafa de líquido;

 

9 - Evitar subir e descer escadas e/ou ladeiras com freqüência; procurar dar um intervalo de 15 minutos entre o subir e o descer, ou vice-versa;

 

10 - Tomar os medicamentos conforme a receita. Os medicamentos se forem comprimidos, devem ser macerados, e se forem cápsulas, devem ser abertas, diluindo ambos em meio copinho de água.

 

11 - Você não deve ter dores que não melhorem com lisador, nem febre, náuseas ou vômitos, se houver fale conosco pelo celular.

 

12 - Evite ficar muito tempo deitado ou sentado. Procure andar várias vezes ao dia. Pode andar e subir escada. Não tem perigo. Assim que você tiver se movimentando rapidamente e com pouca dor, poderá dirigir. Você poderá erguer até 10 kg no primeiro mês de pós-operatório e até 20 kg entre o primeiro e terceiro mês. Após este período você não tem mais limitações para erguer peso.

 

13 - Em caso de dúvidas ou apresente alguma alteração, procure o seu médico.

LEMBRE-SE: 

Este site foi desenvolvido para oferecer um melhor entendimento e tirar algumas dúvidas sobre os tratamentos realizados pelos profissionais da Clínica Cirúrgica Chapecó.

Tem por objetivo orientar todos os pacientes que irão se submeter aos tratamentos, e com isto, ajudar com que o período de preparo, realização do procedimento ou tratamento, pós-operatório hospitalar ou na clínica e em casa seja o mais breve para a recuperação plena do paciente.

 

As informações deste site não pretendem, em hipótese alguma, substituir a opinião de um médico qualificado. Nem todos os detalhes estão aqui descritos. No entanto este site pode ajudá-lo a tirar algumas dúvidas e entender melhor este período. Atenção: nenhuma conduta deve ser tomada sem orientação médica. 

Para maiores informações, consulte seu médico